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Ano de festa, voto em jogo: cuidado com os “candidatos Copa do Mundo”

 

2026 será um ano fora da curva no Brasil. Terá Copa do Mundo, festas juninas e eleições para presidente, governadores, senadores e deputados. Tudo ao mesmo tempo. Um prato cheio para a distração do eleitor.

É nesse cenário que surgem os mercadores do voto. Eles aparecem de repente, cruzam a cidade como em andada de caranguejo e prometem soluções fáceis. Vendem esperança, mas defendem interesses próprios. O discurso é sedutor. A prática, conhecida.

A Copa começa em 11 de junho de 2026. No mesmo período, Estância vive o São João. A atenção se divide entre o barco de fogo e a bola rolando. O risco cresce. Muitos políticos saem da hibernação e batem à porta em busca de voto. Só aparecem de quatro em quatro anos. São os “candidatos Copa do Mundo”.

Estância tem nomes locais com condições de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). Perder essa chance significa seguir sem voz e sem vez. Significa continuar exportando votos e importando promessas vazias.

O voto precisa ser tratado com rigor. O eleitor deve ser barrista. Defender a própria cidade. Priorizar quem vive aqui, conhece os problemas e permanece depois da eleição. Não ceder à pressão de vereador, cabo eleitoral ou falsa liderança comunitária.

Se alguém pedir voto para candidato de fora, a pergunta é simples: quem ganha com isso? Certamente não é o município. Os eleitos de fora, em regra, pouco fizeram por Estância nos últimos mandatos.

Em ano de Copa, faça diferente. Expulse da disputa quem só lembra da cidade em época de eleição. O voto é livre, soberano e não tem preço. Estância não pode mais ficar em segundo plano.



Por: Genílson Máximo
Em 05 de fevereiro de 2026