Em Estância, o São João é um marco cultural, considerado o mais tradicional do Brasil, com 30 dias de festejos que celebram a riqueza do forró pé de serra. Os trios de sanfona, zabumba e triângulo animam os arraiás, mas a cidade enfrenta a perda de grandes sanfoneiros, como Zé Taquary, Badinho, Tota Machado, Zé Rodrigues, Raimundo de Jacó, Zedinato, Patelô. Hoje, poucos, como Neno, Zé Carlos e Gonçalo, mantêm a chama acesa. A ausência de novos talentos ameaça a essência do forró local. É urgente que órgãos públicos invistam em políticas de incentivo, como escolinhas de sanfona e bolsas de estudo, para formar jovens sanfoneiros. Sem o pé de serra, o São João perde parte de seu encanto, e a cultura forrozeira, tão vital para a identidade nordestina, corre o risco de murchar. O forró nasceu no Nordeste, especialmente em Pernambuco, Paraíba e Ceará, como uma evolução das tradições musicais e culturais da região. Suas raízes estão por toda parte do país. A mistura de zabumba, triângulo e ...
2026 será um ano fora da curva no Brasil. Terá Copa do Mundo, festas juninas e eleições para presidente, governadores, senadores e deputados. Tudo ao mesmo tempo. Um prato cheio para a distração do eleitor. É nesse cenário que surgem os mercadores do voto. Eles aparecem de repente, cruzam a cidade como em andada de caranguejo e prometem soluções fáceis. Vendem esperança, mas defendem interesses próprios. O discurso é sedutor. A prática, conhecida. A Copa começa em 11 de junho de 2026. No mesmo período, Estância vive o São João. A atenção se divide entre o barco de fogo e a bola rolando. O risco cresce. Muitos políticos saem da hibernação e batem à porta em busca de voto. Só aparecem de quatro em quatro anos. São os “candidatos Copa do Mundo”. Estância tem nomes locais com condições de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). Perder essa chance significa seguir sem voz e sem vez. Significa continuar exportando votos e importando promessas vazias. O...