Um município com a pujança econômica de Estância não pode continuar sendo mero espectador das decisões que moldam o futuro de Sergipe. A ausência de uma voz própria na Assembleia Legislativa é um freio ao desenvolvimento que precisa ser superado nas próximas urnas. O paradoxo da invisibilidade Hoje, 1º de julho de 2026, Estância, o "Berço da Cultura Sergipana", enfrenta um cenário que desafia a lógica de sua própria importância. Com um parque industrial consolidado, uma posição geográfica estratégica e um potencial turístico invejável, o município vive um estranho processo de "autoexílio político". Desde 2014, quando o então deputado estadual Gilson Andrade deixou a Assembleia Legislativa para assumir outros projetos, Estância mergulhou em um jejum de representação na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). Ao completar mais de uma década desse hiato, a pergunta que ecoa nas ruas é: por que uma cidade que tanto vota continua sendo preterida na distribuição ...
Estância. Só de falar, já escorre uma sonoridade elegante, dessas que não tropeçam na língua nem causam vergonha alheia fonética. Um nome que se impõe com suavidade — coisa rara. Dizem que veio de um mexicano, Pedro Homem da Costa, sujeito que passou por essas bandas quando Estância ainda era uma extensão de Santa Luzia. Pode ter sido batizada assim por ser ponto de parada, respiro no meio das longas e cansativas rotas comerciais de antigamente. Um lugar onde o corpo descansava e, sem querer, a história começava a se instalar. Dom Pedro II não economizou nos elogios: chamou a cidade de “Jardim de Sergipe”. E não foi por gentileza imperial. Estância carrega nas suas entranhas um patrimônio arquitetônico de fazer qualquer cidade grande corar de inveja — sobrados azulejados, becos que parecem sussurrar segredos e ruas que já viram mais história do que muito livro por aí. Sim, muita coisa se perdeu. Demoliram, mutilaram, apagaram pedaços importantes. Mas Estância tem uma teimosia bonita: r...