Imagem do Google: ilustrativa Durante minha infância e pré-adolescência, testemunhei a presença frequente dos vendedores de água, conhecidos como “aguadeiros”, que transportavam barris de água em burros e jumentos, oferecendo seus serviços de porta em porta e de bairro em bairro. Esses aguadeiros anunciavam: “Olhe a água, freguesa! Água boa, fresquinha, limpinha!”. As pessoas saíam de suas casas com suas vasilhas, eram abastecidas e pagavam pelo serviço. Os aguadeiros desempenharam um papel importante no fornecimento de água potável às famílias, especialmente porque a maioria não tinha água encanada em suas residências. O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) só foi criado em 28 de novembro de 1967, durante o primeiro mandato do prefeito Raymundo Silveira Souza (1967–1970). Esse marco representou o início de uma nova era na vida dos estancianos e gradualmente reduziu a presença dos vendedores ambulantes de água. Mesmo após a criação do SAAE, muitas famílias continuaram c...
Em Estância, o São João é um marco cultural, considerado o mais tradicional do Brasil, com 30 dias de festejos que celebram a riqueza do forró pé de serra. Os trios de sanfona, zabumba e triângulo animam os arraiás, mas a cidade enfrenta a perda de grandes sanfoneiros, como Zé Taquary, Badinho, Tota Machado, Zé Rodrigues, Raimundo de Jacó, Zedinato, Patelô. Hoje, poucos, como Neno, Zé Carlos e Gonçalo, mantêm a chama acesa. A ausência de novos talentos ameaça a essência do forró local. É urgente que órgãos públicos invistam em políticas de incentivo, como escolinhas de sanfona e bolsas de estudo, para formar jovens sanfoneiros. Sem o pé de serra, o São João perde parte de seu encanto, e a cultura forrozeira, tão vital para a identidade nordestina, corre o risco de murchar. O forró nasceu no Nordeste, especialmente em Pernambuco, Paraíba e Ceará, como uma evolução das tradições musicais e culturais da região. Suas raízes estão por toda parte do país. A mistura de zabumba, triângulo e ...