O calendário aponta 2026 e a cena se repete com a precisão de um teatro de marionetes. O "político Copa do Mundo" está de volta às ruas. Aquele sujeito que hibernou durante todo o mandato, mantendo distância segura das periferias e ignorando solenemente cada apelo da população, subitamente foi acometido por um surto de humildade. Agora, ele não dispensa um pastel na feira, conhece o nome de cada morador da rua e parece ter desenvolvido uma vocação inabalável para ser padrinho de qualquer evento que apareça. Não se iluda: isso não é uma conversão repentina, é pura conveniência eleitoreira. Estamos na temporada do abraço forçado. É uma performance calculada, desenhada para sufocar a memória do eleitor e esconder o rastro de omissões acumulado ao longo de anos. Ver figuras que sempre trataram o povo com desdém agora encenando uma empatia coreografada é um exercício de paciência para quem tem o mínimo de bom senso. O espírito de Justo Veríssimo, o célebre personagem de Chic...
Um município com a pujança econômica de Estância não pode continuar sendo mero espectador das decisões que moldam o futuro de Sergipe. A ausência de uma voz própria na Assembleia Legislativa é um freio ao desenvolvimento que precisa ser superado nas próximas urnas. O paradoxo da invisibilidade Hoje, 1º de julho de 2026, Estância, o "Berço da Cultura Sergipana", enfrenta um cenário que desafia a lógica de sua própria importância. Com um parque industrial consolidado, uma posição geográfica estratégica e um potencial turístico invejável, o município vive um estranho processo de "autoexílio político". Desde 2014, quando o então deputado estadual Gilson Andrade deixou a Assembleia Legislativa para assumir outros projetos, Estância mergulhou em um jejum de representação na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). Ao completar mais de uma década desse hiato, a pergunta que ecoa nas ruas é: por que uma cidade que tanto vota continua sendo preterida na distribuição ...