2026 será um ano fora da curva no Brasil. Terá Copa do Mundo, festas juninas e eleições para presidente, governadores, senadores e deputados. Tudo ao mesmo tempo. Um prato cheio para a distração do eleitor. É nesse cenário que surgem os mercadores do voto. Eles aparecem de repente, cruzam a cidade como em andada de caranguejo e prometem soluções fáceis. Vendem esperança, mas defendem interesses próprios. O discurso é sedutor. A prática, conhecida. A Copa começa em 11 de junho de 2026. No mesmo período, Estância vive o São João. A atenção se divide entre o barco de fogo e a bola rolando. O risco cresce. Muitos políticos saem da hibernação e batem à porta em busca de voto. Só aparecem de quatro em quatro anos. São os “candidatos Copa do Mundo”. Estância tem nomes locais com condições de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). Perder essa chance significa seguir sem voz e sem vez. Significa continuar exportando votos e importando promessas vazias. O...
O palhaço ladrão de mulher Lá pelos idos das décadas de 70 e 80, o Brasil vivia sob a sombra pesada da Ditadura Militar. Havia censura, medo, vigilância e um silêncio forçado que tentava enquadrar até o riso. No interior, porém, onde a repressão chegava mais como eco do que como sirene, o povo encontrava brechas. Pequenas, improvisadas, mas eficazes. E uma dessas brechas vinha sobre rodas, levantando poeira, boato e expectativa: o circo itinerante. Quando a lona começava a ser armada, a cidade mudava de humor. As rádios AM tocavam Waldik Soriano cantando que não era cachorro, Odair José mandava parar de tomar a pílula, e aquilo, por si só, já era quase um ato revolucionário. Enquanto a MPB “intelectualizada” discutia o país nos salões, o povo digeria o mundo no picadeiro, entre gargalhadas, suspiros e desejos mal disfarçados. Aqui em Estância, os circos chegaram como chegam as histórias que ninguém esquece. Circo Garcia, Circo de Tourada, Circo Vostak, Circo Fumachú. Cada...