No ano da graça de 1976, no agreste profundo de um município que só aparece no mapa se a gente der zoom com fé, aconteceu uma das noites mais atrapalhadas já vistas num forrobodó regional. Tudo começou num baile animado por um trio de forró que era uma cópia sem vergonha, mas competente, d’Os 3 do Nordeste. O sanfoneiro era Ganso — um cabra magro feito vara de pescar, mas que tirava som da sanfona como se tivesse pacto com Santo Lua. Na zabumba, vinha Mangangão, gordo que só ele, que suava igual tampa de chaleira; e no triângulo, o invocado Saruê, que tocava com tanta empolgação que, vez em quando, perdia o compasso e seguia mesmo assim, com cara de quem estava certo. A festança se deu numa casa de chão batido, com candeeiro pendurado no meio do salão, balançando como se dançasse também. O dono da casa, Seu Minervino, passava hora em hora com balde d’água pra molhar o chão, senão o chap-chap do chinelo do povo fazia levantar poeira que até gritava por socorro. Nesse tipo ...
Estância ocupa um papel releva nte no cenário político sergipano. Com forte arrecadação e influência regional, o município exige expertise na condução de seus espaços institucionais — especialmente no Poder Legislativo. A presidência da Câmara Municipal, mais do que uma função administrativa, representa a condução de uma estrutura que movimenta recursos expressivos. O duodécimo mensal é de R$ 1.133.005,35, o que projeta, ao longo de um biênio, um montante de R$ 27.192.108,40 sob gestão da Mesa Diretora. Trata-se, portanto, de uma função que exige preparo, planejamento e visão administrativa. A Câmara de Estância reúne vereadores com trajetórias distintas. Entre eles, nomes com longa experiência legislativa seguem como referências dentro da Casa. É o caso de Artur Oliveira, com seis mandatos; Sandro de Bibi e Zé da Paz, ambos com cinco mandatos. São parlamentares que acumulam décadas de vivência no Legislativo municipal, com conhecimento consolidado sobre o funcionamento ins...