Homenagem a uma guerreira esquecida na história Março é um mês repleto de homenagens às mulheres, e com toda razão. Elas movem o mundo, geram vidas e sustentam realidades com uma força incansável. No entanto, longe dos tapetes vermelhos e dos holofotes sociais, muitas dessas trajetórias permanecem invisíveis, esquecidas à margem das estradas da vida. Na década de oitenta, em Estância, as margens da BR-101 abrigavam os famosos bordéis da região, pejorativamente chamados de "casas obscenas". Nesse cenário, destacava-se a figura proeminente de Dona Ninete, uma mulher de magnetismo e audácia singulares. Sempre elegantemente vestida em cores vibrantes e adornada com joias, ela marcava presença pelo rastro de seu perfume e pela altivez de seus 1,70m de altura. Sob os cabelos cacheados e uma vaidade única, trazia um mistério que aguçava os desejos masculinos e impunha respeito. Mais do que gerenciar um negócio, Dona Ninete transformou seu espaço em um refúgio. Ali, acolhia mulheres ...