A história de um povo não se escreve apenas com decretos, inaugurações ou resultados de eleições. Há momentos em que ela se revela em gestos, silêncios e escolhas. Há noites que deixam de pertencer ao calendário para ocupar um lugar definitivo na memória coletiva. Tomar do Geru conhece uma dessas noites. Era outubro de 1992. A primavera avançava sobre o interior sergipano quando a cidade se preparava para escolher um novo prefeito. As ruas estreitas, acostumadas ao ritmo tranquilo dos dias, respiravam uma inquietação incomum. Nas esquinas, nas portas das casas, nos bancos da praça e na feira, o assunto era sempre o mesmo. Falava-se de política com a intensidade de quem sabia que algo diferente estava para acontecer. Durante cerca de vinte anos, o poder político caminhara por uma mesma estrada. Parecia natural que assim continuasse. Mas a História, vez ou outra, gosta de alterar seus próprios caminhos. Foi nesse cenário que surgiu a candidatura de Pedrinho Balbino. Se...